O que foi a Guerra Fria
 
A Guerra Fria foi um evento mundial que aconteceu no período pós-guerra e perdurou até o início dos anos 90. Nela, não havia batalhas entre as forças bélicas, nem ataques diretos; entretanto, o que aconteciam eram as famosas corridas, buscas pela hegemonia mundial e se deu entre os Estados Unidos e União Soviética, respectivamente, capitalismo e socialismo.

guerraComo o mundo já havia passado o período da Segunda Guerra Mundial, a Guerra Fria tomou proporções distintas devido ao estrago ocasionado pela Segunda Grande Guerra. Aconteceu, então, a corrida armamentista, que visava a construção de um grande arsenal bélico nuclear e foi um dos motivos centrais para o início do confronto indireto. Os norte-americanos queriam manter sua soberania, enquanto que a União Soviética queria implantar o socialismo e acabar com a hegemonia americana.

Os Estados Unidos já dominavam a maior parte do mundo, tanto em economia quanto em influências políticas. Eles tinham suas tropas inseridas na maior parte da Europa no Ocidente, e a União Soviética dominava grande parte da Ásia, leste, norte e centro e a Europa Oriental. A organização econômica dos países, até então, era o capitalismo.

A Segunda Guerra Mundial terminou no ano de 1945. As tropas dos países do exército russo chegaram ao território alemão. O Exército Vermelho, como era conhecido, dominou a capital, Berlim e, consequentemente, a Alemanha se rendeu. O líder nazista, Adolf Hitler, suicidou-se após o acontecimento. A partir daí, os Estados Unidos, França, Reino Unido e a União Soviética, dividiam o território em regiões administrativas.

A Alemanha, agora dividida em quatro zonas, sofria um conflito. Visando a queda da inflação,  os Estados Unidos, a França e o Reino Unido fizeram uma aliança, em que se criou uma nova moeda, o Marco alemão. Porém, o chefe de estado da URSS e dono de uma das administrações alemãs, Josef Stalin, não aderiu ao movimento e bloqueou as fronteiras com seu Exército Vermelho. Dessa forma, o país se dividiu em Alemanha Ocidental (capitalista) e Alemanha Oriental (socialista).

O Secretário de Estado, George Marshall, criou um plano (Plano Marshall - 1947) econômico em que os norte americanos emprestariam recursos, a juros baixos, para os países capitalistas se reestruturarem, após a destruição causada pela Segunda Grande Guerra. Josef Stalin havia participado da reunião, mas não aceitou o plano, pois temia o crescimento do capitalismo.

Em consequência do temor soviético, criaram, pois, um plano econômico, o qual chamaram de Conselho para Assistência Econômica Mútua – COMECON. O conselho visava a integração econômica dos adeptos do regime socialista. Como havia uma disputa entre as duas potências, pode-se considerar o Conselho como resposta ao Plano Marshall.

No mesmo período, os Estados Unidos fundaram uma aliança militar chamada de Organização  do Tratado do Atlântico Norte – OTAN, que visava o apoio mútuo de tropas aliadas a quaisquer investidas dos exércitos comunistas. Os comunistas não tardaram em fazer um levante do mesmo tipo. A União Soviética criou o Pacto de Varsóvia.

Alguns países não entraram nessa onda de conflitos, onde os Estados Unidos e a União Soviética disputavam a hegemonia mundial. Os países não alinhados tomavam uma posição neutra em relação aos conflitos dos dois grandes blocos econômicos. A América Latina, quase por completa, a África, o sul da Ásia  e parte da Oceania faziam parte do Movimento Não Alinhado.

Enfim, a Guerra Fria foi uma disputa em que duas potências, Estados Unidos e União Soviética, batalharam, criando novas tecnologias nucleares, espaciais e arsenais bélicos. Tudo isso, a fim de estabelecer uma soberania mundial - a briga por poder. De um lado, o capitalismo com Estados Unidos e o do outro, o socialismo com União Soviética.
 
 




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